História
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Joalheiro há 25 anos, venho desde então projetando jóias que possam expressar a personalidade atual. Quando comecei a trabalhar com jóias percebi que havia uma outra forma de interferir no meio, um "outro" conceito plástico. Muito mais ligado à expressão da arte em si, como forma, movimento do belo e tradução do atual, transpondo-se assim à estagnação do movimento clássico. Foram anos de grande trabalho e sempre junto com outros joalheiros, com os mesmos princípios. Organizamos várias exposições que selecionaram um público formador de opiniões. Foi assim que nosso trabalho se desvinculou do conceito meramente "comercial e certeiro de venda ". Anos se passaram, vi jóias maravilhosas, de várias partes do mundo, que traziam consigo também a constatação dessa tendência mundial. Desta sintonia resultou a " jóia – arte ". Por 22 anos tive o prazer de dar aulas em uma escola que criei, onde formei vários alunos e muitos deles hoje me orgulham com seus trabalhos. Vejo a joalheria como uma pequena escultura que tem como suporte o corpo humano, colocando desta forma a jóia em movimento, em situações diferentes, contracenando plasticidade com a individualidade de cada pessoa. Adoro criar jóias para as mulheres, pois estão em constante mudança visual o que vai ao encontro do vanguardismo dos artistas. E ter a mulher como fonte de inspiração é muito prazeroso. Tê-la como suporte só enobrece nosso trabalho. |